“Ninguém muda o mundo. Pode-se, apenas, mudar o seu foco.” Foi exatamente isso que Lelé buscou fazer por meio de sua obra arquitetônica. Ele direcionou seu foco para uma arquitetura mais integrada à natureza, para modelos construtivos ancestrais e para componentes pré-fabricados contemporâneos — elementos que, à época, destoavam bastante da realidade arquitetônica vigente. Com isso, ele exerceu uma influência profunda na arquitetura brasileira.
O Centro de Reabilitação Sarah Kubitschek Lago Norte é um dos exemplos mais expressivos de arquitetura voltada à saúde e ambientalmente consciente no Brasil. Projetado pelo arquiteto João Filgueiras Lima (Lelé), o complexo demonstra como edificações, paisagens naturais e atividades terapêuticas podem atuar em conjunto para promover o bem-estar humano.
Localizado às margens do Lago Paranoá, no bairro Lago Norte, em Brasília, o centro pertence à Rede Sarah e é especializado em reabilitação ambulatorial. Sua arquitetura cria oportunidades para que os pacientes transitem entre áreas de tratamento internas, pátios com paisagismo, espaços ao ar livre e atividades conectadas ao lago.
A Rede Sarah descreve a unidade como um ambiente projetado para apoiar uma etapa mais avançada da reabilitação, auxiliando os pacientes na transição do tratamento hospitalar para a vida cotidiana, em casa e na cidade. A unidade foi inaugurada em dezembro de 2003.
Em vez de tratar a natureza como um elemento decorativo no entorno de uma instituição de saúde, Lelé abordou a paisagem como um componente ativo do programa arquitetônico. A luz natural, a ventilação, a circulação acessível e as conexões com ambientes externos contribuem para um modelo de assistência à saúde que considera, de forma integrada, a recuperação física, o bem-estar psicológico e o desempenho ambiental.

Vista aérea do Centro de Reabilitação em Brasília, Brasil. Fonte: https://tinyurl.com/24rqbvow
1. A filosofia arquitetônica de Lelé: a tecnologia a serviço das pessoas
Lelé ocupa uma posição de destaque na arquitetura moderna brasileira devido à sua capacidade de aliar inovação técnica à responsabilidade social. Ao longo de sua trajetória, ele explorou a construção industrializada, componentes construtivos pré-fabricados, estratégias ambientais passivas e sistemas arquitetônicos adaptáveis.
Seu trabalho para a Rede Sarah nasceu da convicção de que o ambiente físico influencia a experiência de pacientes, profissionais de saúde e familiares. Nessa perspectiva, a arquitetura hospitalar não deve se restringir à eficiência clínica; ela deve, também, promover dignidade, autonomia, conforto e oportunidades de interação.

Paredes externas do centro de reabilitação com obra do artista brasileiro Athos Bulcão. Fonte: https://www.nelsonkon.com.br/centro-de-reabilitacao-sarah-kubitschek-lago-norte/
As instalações da rede Sarah refletem um processo de projeto colaborativo que envolve a arquitetura, a medicina, a engenharia e as artes. O trabalho de Lelé, em conjunto com o médico Aloísio Campos da Paz e a equipe da rede Sarah, contribuiu para estabelecer um modelo institucional no qual a própria edificação favorece a reabilitação. A abordagem do arquiteto encontra-se documentada em pesquisas sobre a humanização da assistência à saúde e o desenvolvimento dos hospitais Sarah.
No Lago Norte, essa filosofia torna-se particularmente evidente por meio da disposição horizontal das edificações, das amplas áreas externas e da relação entre as vias de circulação e a paisagem ao redor.
O resultado é um ambiente no qual o deslocamento pelo edifício pode integrar-se à experiência terapêutica, em vez de ser apenas um meio para chegar a um destino.
2. Integração da arquitetura à paisagem natural
Uma das características mais marcantes do complexo é sua relação com a paisagem do Lago Paranoá. O terreno apresenta um desnível acentuado, o que exige uma disposição cuidadosamente planejada de edificações, plataformas, taludes ajardinados e percursos acessíveis.

Os jardins externos do centro estão visualmente integrados aos ambientes internos. Fonte: https://www.nelsonkon.com.br/centro-de-reabilitacao-sarah-kubitschek-lago-norte/
Em vez de impor uma única edificação monumental ao terreno, o projeto distribui suas funções principais por uma série de estruturas interconectadas. A composição resultante permite que a arquitetura responda à topografia do local, mantendo, ao mesmo tempo, conexões entre os espaços internos e externos.

O terreno de múltiplos níveis onde o centro está situado, com o Lago Paranoá localizado em seu nível mais inferior. Fonte: https://tinyurl.com/27hnaeb9
Assim, a paisagem desempenha diversas funções simultaneamente:
- Conexão visual com a natureza: Vistas para jardins, árvores e o lago proporcionam experiências visuais que se transformam ao longo do dia.
- Circulação externa acessível: Rampas e conexões integradas à paisagem auxiliam o deslocamento dos pacientes entre diferentes níveis do terreno.
- Oportunidades terapêuticas: As áreas ao ar livre e o lago favorecem atividades que estendem a reabilitação para além das salas de tratamento convencionais.
- Benefícios microclimáticos: A vegetação, o sombreamento e o posicionamento criterioso das edificações contribuem para um ambiente externo mais confortável.
Senso de lugar: O lago e a paisagem regional conectam a instituição ao cenário natural característico de Brasília.

O centro de reabilitação tira bom proveito de sua localização privilegiada às margens do Lago Paranoá, em Brasília. Fonte: https://www.nelsonkon.com.br/centro-de-reabilitacao-sarah-kubitschek-lago-norte/
A participação da arquiteta paisagista Alda Rabello Cunha também é significativa. O projeto demonstra que o paisagismo em ambientes de saúde pode influenciar a circulação, a organização espacial e a relação entre os pacientes e o seu entorno, indo além de uma função meramente ornamental.
Essa abordagem é particularmente relevante para a arquitetura paisagística contemporânea, na qual o projeto de ambientes terapêuticos considera, cada vez mais, a acessibilidade, a experiência sensorial, a biodiversidade e a qualidade dos espaços ao ar livre.
3. Arquitetura bioclimática e projeto ambiental passivo
O clima de Brasília impõe desafios específicos ao projeto arquitetônico. A cidade apresenta uma estação seca bem definida, radiação solar intensa e uma estação chuvosa com maior umidade. As edificações precisam controlar o ganho de calor, proporcionar condições internas confortáveis e responder às variações sazonais.
As estratégias arquitetônicas de Lelé abordam essas condições por meio da relação entre a forma da edificação, o desenho da cobertura, o sombreamento, a ventilação e a iluminação natural.
Ventilação natural
A abordagem arquitetônica da Rede Sarah investiga formas de proporcionar renovação de ar e conforto térmico por meio de sistemas ambientais passivos e híbridos, reduzindo a dependência de sistemas convencionais de resfriamento mecânico, sempre que as condições permitirem.

As áreas internas de reabilitação são ventiladas e iluminadas naturalmente por meio de um design de cobertura incomum. Fonte: https://www.nelsonkon.com.br/centro-de-reabilitacao-sarah-kubitschek-lago-norte/
Aberturas para ventilação, formas de cobertura cuidadosamente projetadas e a organização dos espaços internos podem favorecer a circulação de ar, ajudando a manter condições confortáveis. Essas estratégias também refletem o interesse mais amplo de Lelé em projetar edificações de saúde que dialoguem com o clima local, em vez de dependerem exclusivamente de equipamentos que demandam alto consumo de energia.
É importante distinguir entre a filosofia de projeto da Rede Sarah como um todo e os sistemas específicos instalados em cada edificação. As estratégias de ventilação variam de uma unidade para outra e não se deve presumir, automaticamente, que operem de maneira idêntica no Lago Norte.
Luz natural e proteção solar
A luz natural é outro elemento importante do projeto. Aberturas na cobertura, superfícies envidraçadas e a relação entre os espaços internos e os pátios externos ajudam a levar luz natural para dentro da edificação.

A circulação interna está bem integrada às áreas externas. A iluminação natural está sempre presente. Fonte: https://www.nelsonkon.com.br/centro-de-reabilitacao-sarah-kubitschek-lago-norte/
Ao mesmo tempo, o sombreamento e a geometria da cobertura ajudam a moderar a exposição solar direta. Esse equilíbrio é fundamental em ambientes de reabilitação, nos quais condições visuais confortáveis são essenciais para atividades que envolvem movimento, coordenação, concentração e interação.
O objetivo não é, simplesmente, maximizar a quantidade de luz natural que entra na edificação. Trata-se de distribuir a luz de forma adequada, evitando o ofuscamento excessivo e o ganho de calor indesejado.
Resfriamento passivo e conforto térmico
O sombreamento, a ventilação natural e o uso de espaços externos podem reduzir as cargas ambientais impostas a uma edificação. Em condições adequadas, essas medidas podem diminuir a necessidade de resfriamento e melhorar a experiência dos ocupantes em espaços internos e de transição.

Os telhados do complexo são projetados especificamente para aproveitar a ventilação e a iluminação naturais por meio de aberturas estrategicamente planejadas. Fonte: https://www.nelsonkon.com.br/centro-de-reabilitacao-sarah-kubitschek-lago-norte/
Na arquitetura voltada à saúde, isso é particularmente valioso, uma vez que o conforto térmico afeta tanto os pacientes quanto a equipe. Uma estratégia ambiental bem-sucedida deve equilibrar a eficiência energética com as necessidades específicas de equipamentos médicos, atividades clínicas e ocupantes em situação de vulnerabilidade.
A obra de Lelé ilustra como o desempenho ambiental pode ser incorporado ao conceito arquitetônico desde o início, em vez de ser tratado como uma camada de engenharia adicional.
4. Pré-fabricação e construção sustentável
Outro aspecto fundamental do projeto é o compromisso de Lelé com a pré-fabricação e a construção industrializada. Em vez de recorrer exclusivamente a métodos construtivos convencionais, ele desenvolveu sistemas de construção que aliavam precisão técnica, montagem eficiente e flexibilidade arquitetônica.

O ginásio infantil é composto por arcos metálicos que se apoiam em um anel central, também de metal. A grande cobertura circular é feita de policarbonato transparente, permitindo a entrada de luz natural, e é coroada por uma cúpula de fibra de vidro. Fonte: https://www.nelsonkon.com.br/centro-de-reabilitacao-sarah-kubitschek-lago-norte/
As edificações da Rede Sarah beneficiaram-se das atividades de pesquisa e produção do Centro de Tecnologia da Rede Sarah (CTRS), que desenvolveu componentes especializados para instalações de saúde. O repertório construtivo de Lelé abrangia estruturas metálicas, concreto pré-moldado e argamassa armada — um sistema de argamassa reforçada de espessura reduzida que permitia a fabricação e a montagem eficiente de elementos construtivos relativamente leves.
No Lago Norte, o emprego de componentes pré-fabricados contribuiu para a criação de formas de cobertura singulares e elementos arquitetônicos leves, ao mesmo tempo em que viabilizou um processo construtivo coordenado.

Os componentes pré-fabricados estão por toda parte e contribuem para a identidade visual do conjunto. Fonte: https://www.nelsonkon.com.br/centro-de-reabilitacao-sarah-kubitschek-lago-norte/
A relevância ambiental dessa abordagem vai além da aparência da edificação.
- Eficiência construtiva: Componentes padronizados podem reduzir o tempo necessário para a montagem no canteiro de obras.
- Otimização de materiais: Componentes projetados com precisão e com espessura relativamente reduzida podem diminuir o consumo de material em comparação com algumas alternativas convencionais mais pesadas.
- Controle de qualidade: A produção em fábrica permite maior consistência nas condições de fabricação.
- Manutenção e adaptabilidade: Um sistema construtivo coordenado pode facilitar a inspeção, o reparo e a substituição de componentes, desde que seja projetado adequadamente.
- Menor impacto no canteiro de obras: A pré-fabricação pode limitar certas atividades de construção e a geração de resíduos associada a elas no local da obra.
Esses benefícios dependem do processo de fabricação, das distâncias de transporte, da durabilidade dos componentes e da disponibilidade de sistemas de reparo e reutilização. A pré-fabricação não é, por si só, sustentável; contudo, a obra de Lelé demonstra como a construção industrializada pode ser integrada ao desempenho ambiental e a objetivos sociais.
Sua abordagem também desafia a ideia de que a arquitetura sustentável exige o sacrifício da expressão formal. As edificações da rede Sarah aliam racionalidade técnica a coberturas expressivas, espaços cuidadosamente compostos e uma identidade arquitetônica reconhecível.
5. Design biofílico e a paisagem terapêutica
O centro de Lago Norte é particularmente relevante para o conceito contemporâneo de design biofílico: a integração de elementos e experiências naturais ao ambiente construído, visando fortalecer as conexões entre as pessoas e a natureza.
Embora o termo tenha ganhado maior destaque no discurso arquitetônico contemporâneo, muitos dos princípios associados à biofilia podem ser identificados na arquitetura hospitalar de Lelé. Jardins, luz natural, circulação ao ar livre e vistas para paisagens naturais estão integrados à organização funcional do complexo.

A recepção do centro oferece vistas estratégicas para os jardins, como um exemplo de design biofílico. Fonte: https://www.nelsonkon.com.br/centro-de-reabilitacao-sarah-kubitschek-lago-norte/
A importância desses elementos torna-se mais clara quando considerados em relação à reabilitação.
Diferentemente de um hospital projetado, primordialmente, para o tratamento de quadros agudos, um centro de reabilitação deve auxiliar as pessoas a reconstruir suas capacidades físicas, sua confiança e sua autonomia ao longo do tempo. Os pacientes podem precisar exercitar o equilíbrio, a marcha, a coordenação e outras atividades em ambientes que se assemelhem às condições que encontrarão fora da instituição.
A unidade Sarah Lago Norte aproveita sua localização à beira do lago para viabilizar atividades ao ar livre, incluindo esportes aquáticos e outras modalidades de reabilitação física. A Rede Sarah reconhece, especificamente, o lago e as características do local como recursos para atividades de reabilitação.
Isso estabelece uma conexão valiosa entre a arquitetura e a prática terapêutica.
A natureza como parte da experiência de reabilitação.
A paisagem oferece oportunidades para vivências sensoriais e físicas variadas: variações de luz e sombra, contato com a vegetação, vistas para corpos d’água e deslocamentos por percursos ao ar livre.
Essas experiências podem tornar o ambiente de saúde menos institucional, proporcionando um cenário mais rico para pacientes, familiares e equipes multidisciplinares de cuidado.
Pesquisas sobre ambientes de saúde sugerem que o acesso à natureza e a espaços externos bem projetados podem favorecer o bem-estar e reduzir o estresse de alguns usuários. Contudo, os efeitos clínicos específicos dependem do paciente, da atividade e do contexto; o projeto paisagístico deve complementar — e não substituir — a reabilitação baseada em evidências.

Os pacientes têm fácil acesso ao lago como parte de seu tratamento, o que é favorecido pelo projeto arquitetônico. Fonte: https://www.nelsonkon.com.br/centro-de-reabilitacao-sarah-kubitschek-lago-norte/
Acessibilidade e autonomia
A acessibilidade é um elemento central na estratégia paisagística do projeto. Rampas, conexões suaves entre diferentes níveis e a distribuição das atividades pelo terreno contribuem para acolher usuários com distintos graus de mobilidade.
O objetivo arquitetônico não é apenas oferecer acesso a um jardim; é tornar a paisagem uma parte integrante e funcional da experiência cotidiana.

O terreno e seus múltiplos níveis representaram um verdadeiro desafio, superado por meio do uso extensivo de elevadores e plataformas. Fonte: https://www.nelsonkon.com.br/centro-de-reabilitacao-sarah-kubitschek-lago-norte/
Esse princípio traz implicações mais amplas para o design inclusivo. Espaços públicos, instalações de saúde e ambientes residenciais devem permitir que pessoas com deficiência participem de atividades ao ar livre com dignidade e a maior independência possível.
O projeto, portanto, estabelece um precedente importante para a concepção de paisagens terapêuticas que aliam acessibilidade, variedade espacial e contato com a natureza.
6. Lições para a arquitetura hospitalar e paisagística sustentável
O centro Sarah Lago Norte oferece diversas lições para arquitetos, paisagistas, engenheiros e planejadores da área da saúde.
1. Projetar considerando o clima local
Estude a exposição solar, os ventos predominantes, a umidade sazonal e o regime de chuvas antes de definir a orientação da edificação, a geometria da cobertura, o sombreamento e os sistemas de ventilação.
2. Integrar a paisagem desde o início
Trate jardins, rampas, taludes vegetados e áreas de terapia ao ar livre como partes essenciais do programa funcional, e não como espaços residuais.
3. Combinar industrialização com responsabilidade ambiental
Avalie a pré-fabricação sob a ótica da eficiência de materiais, resíduos de construção, durabilidade, transporte, manutenção e possibilidade de substituição de componentes.
4. Incorporar a acessibilidade ao conceito paisagístico
Projete percursos contínuos e confortáveis que permitam a usuários com diferentes necessidades de mobilidade vivenciar os jardins, as atividades ao ar livre e o ambiente natural.
5. Avaliar a sustentabilidade para além do consumo de energia
Considere o conforto térmico, a qualidade da iluminação natural, o uso da água, o desempenho paisagístico, a manutenção, a acessibilidade e a experiência de pacientes e funcionários.
Esses princípios permanecem relevantes à medida que os sistemas de saúde buscam edificações mais ambientalmente responsáveis, adaptáveis e capazes de responder às necessidades humanas.
O projeto também serve como um lembrete de que o design sustentável não é alcançado apenas por meio da tecnologia. Seu sucesso depende da coordenação entre arquitetura, engenharia, paisagismo, prática clínica e gestão da edificação a longo prazo.
6. Aprender com a experiência dos povos indígenas
O projeto também busca inspiração nas construções indígenas — de formato circular e com ventilação natural — encontradas na região amazônica brasileira. Esse reconhecimento de um legado ancestral torna o trabalho ainda mais singular.

Diferentes tipologias de habitações indígenas circulares encontradas no Brasil serviram de inspiração para a área do ginásio infantil. Fonte: https://tinyurl.com/2cweekdz
Conclusão: Um modelo de arquitetura que acolhe
O Centro de Reabilitação Sarah Kubitschek – Lago Norte representa uma contribuição importante para a arquitetura sustentável brasileira. Por meio do trabalho de Lelé e da equipe multidisciplinar do Sarah, a obra demonstra como ambientes de saúde podem combinar construção pré-fabricada, estratégias bioclimáticas, circulação acessível e integração paisagística dentro de um conceito arquitetônico coerente.
Sua relação com o Lago Paranoá, sua disposição horizontal e as oportunidades de reabilitação ao ar livre desafiam a separação tradicional entre o tratamento médico e o ambiente natural.
A maior contribuição do centro reside na sua compreensão da sustentabilidade como um objetivo multidimensional. O desempenho ambiental é importante, mas também o são a dignidade dos pacientes, a qualidade dos espaços terapêuticos, a adaptabilidade das edificações e a conexão entre as pessoas e o lugar.
Para a arquitetura contemporânea voltada à saúde, a lição é clara: um hospital ou centro de reabilitação sustentável deve ir além de apenas consumir menos recursos. Ele deve criar condições nas quais as pessoas possam se recuperar, participar, mover-se de forma independente e reencontrar sua conexão com o mundo ao seu redor.
O trabalho de Lelé no Lago Norte continua a oferecer um exemplo notável de como uma arquitetura e um paisagismo bem planejados podem contribuir para um ambiente construído mais humano e ambientalmente integrado. ♥
A propósito, se você se interessa por projetos de arquitetura na área da saúde, não deixe de conferir nossas publicações anteriores no blog sobre esse tema, como ‘Terapia de Floresta e Design Arquitetônico‘ e ‘Protótipo de Hospital Modular‘. Até mais!
Fonte da imagem de capa:
Fontes importantes:
- https://www.sarah.br/unidades/brasilia-lago-norte/
- vitruvius.com.br/index.php/revistas/read/projetos/
- https://oics.cgee.org.br/estudos-de-caso/biofilia-nos-hospitais-da-rede-sarah-brasil_5dc4a0b35afe9b06044dfc23/como-replicar
- www.archdaily.com.br/br/889818/
Centro de Reabilitação Sarah Kubitschek Lago Norte


